A lógica do mercado atual é bastante intrigante em certos pontos, pode-se dizer, na verdade, que vivemos em uma ilógica de mercado, se considerarmos certas questões que empresas vivenciam no seu dia a dia.

Essa ilógica de mercado é evidente quando tratamos de “guerra de atritos” entre empresas, na qual cada uma espera durar mais do que a outra, porém, não para vencer, mas sim para minimizar as perdas. A história nos conta algumas dessas “guerras de atrito” fora do campo empresarial também: Na 1º Guerra Mundial, ingleses e franceses entraram em combate contra os alemães, perdendo milhares de soldados em batalhas ridículas para conquistar a terra de ninguém entre eles.

Outro exemplo clássico também é o da Guerra Fria, onde os EUA e a então URSS acumularam grandes estoques bélicos para impedir que um deles fosse atacar primeiro. O que nos faz refletir que ambos os vencedores desses atritos pagaram um preço gigantesco, e talvez tivessem preferido evitar totalmente tais batalhas.

Esses exemplos estão totalmente ligados à “guerra de preços”, onde concorrentes perdem dinheiro a medida que vão diminuindo suas margens de lucro até um nível crítico, onde só acaba quando empresas chegam a beira da falência ou desistem voluntariamente, voltando a aumentar seus preços (que provavelmente servirá de espelho pro mercado), porém, fica claro que, caso sejam empresas de mesmo porte, ao final de uma longa guerra de preços, não há vencedores, o que nos remete a famosa frase do computador do NORAD no filme “Jogos de guerra”: “A única manobra vencedora é não jogar”.

 

Fale com um consultor

Leia também