O cenário do empreendedorismo brasileiro

O que é empreendimento e o que é ser empreendedor? Iniciar algo novo, implementar um negócio, abrir uma empresa, alavancar e prosperar vencendo as barreiras econômicas, são só algumas das frases chave que refletem uma definição. Na realidade, empreender é uma postura, uma forma de olhar os problemas como oportunidades. 

O movimento empreendedor começou no Brasil na década de 90, juntamente com organizações como o SEBRAE e a Softex (Sociedade brasileira para Exportação de Software). A falta de conhecimento foi a principal dificuldade para que essa onda começasse. Mas o surpreendente resultado divulgado pela SEBRAE durante o ano de 2014/2015 demonstra a taxa de desenvolvimento de novos empreendimentos na última década: saltou de 23% para 34,5%. Hoje, cerca de 1 a cada 3 pessoas economicamente ativas possuem o seu próprio negócio. É uma ótima notícia, dado que empreender também significa desenvolvimento, trazendo mais tecnologia e inovação para o Brasil. Além das empresas já existentes, cerca de 70% dos brasileiros sonham em abrir o próprio negócio. 

De acordo com essa pesquisa, podemos subdividir o empreendedorismo brasileiro em dois tipos: o de necessidade e o de oportunidade. O de necessidade surge a partir da busca por obtenção de renda, muito comum em tempos de crise financeira. O problema é que pode ser a causa de um negócio sem planejamento, muitas vezes acabando por falir. O de oportunidade é mais bem estruturado, possuindo estratégia e inovação – tem mais chances de vencer o mercado.

Dar início ao próprio negócio sem nenhuma perspectiva pode ser complicado, pois a tendência é a perda de tempo e dinheiro. É preciso conhecer o cenário em que vai empreender. Atualmente, o Brasil está saindo do período de crise financeira aliada aos sérios problemas políticos.

Analisando o ambiente e o período de crise

Vamos dividir o ambiente externo em dois principais blocos: o macroambiente e o ambiente-tarefa. O macroambiente é mais geral: engloba a economia, política e a situação do mercado. O ambiente-tarefa é composto pelos clientes, fornecedores e todos os aspectos mais próximos.

A automatização dos processos empresariais vinda com as tecnologias e as oportunidades abertas pelo período de recessão são algumas das características que geraram, na década atual, negócios antes nunca pensados. Esses elementos compõem o macroambiente. Dentro do microambiente ou ambiente-tarefa, pensemos na tecnologia mais afunilada: 9 em cada 10 pessoas têm celular, o que molda inteiramente a forma como a jornada de compra é pensada.

De acordo com o economista Joseph Schumpeter, o ciclo econômico de uma nação tem 4 principais etapas: boom, recessão, depressão e recuperação. O Brasil passou por um período de depressão, mas sinaliza sua recuperação. Esse tempo depositou a semente de negócios valorosos, despertando a criatividade de empreendedores que se sentiram mais confiantes para empreender com o vislumbre da volta da boa economia. Com taxas mais acessíveis vindas dos bancos, a dica é que negócios de conserto, reforma, consulta e colaboração são uma boa ideia.

Embora possamos vislumbrar o fim da crise, a burocracia continua. Há custos com liberações, procedimentos demorados, que tornam criar um negócio algo para custar mais de 100 dias – enquanto, em países desenvolvidos, 5 dias já é muito tempo.

Mas calma, essa notícia não é inteiramente ruim. O financiamento no Brasil é cada vez mais fácil, com taxas acessíveis, prazos maiores e juros menores. É possível destacar o BNDES e o FINEP (Financiamento de Estudos e Projetos) que ajudam a subsidiar negócios. O Bradesco tem, por exemplo, a InovaBra, com incentivos financeiros às startups. 

O que eu preciso para abrir a minha primeira empresa?

Os primeiros passos também requerem algumas necessidades facilmente enumeradas:

  • Dinheiro próprio advindo de: 
  • Empréstimos bancários, de amigos ou familiares e financiamento (crowdfunding);
  • Premiações e incentivos;

Além desses ingredientes físicos, para um projeto sobreviver a longo prazo, algumas características são necessárias: criatividade para iniciar e inovação e ousadia para tirar os sonhos do papel, gerando resultados. O bom e velho colocar a “mão na massa”. Afinal, mesmo nos países desenvolvidos, adversidades existem. Não foque nos obstáculos: contorne-os para prosperar. O cenário não é perfeito, mas é suficiente para o nascimento de uma boa empresa. 

Primeiros passos: aplicando o design thinking

O design thinking não serve apenas para grandes empresas. Ao contrário, é aplicável logo no início, para buscar oportunidades e definir metodologias. Use o design thinking para apontar os objetivos da instituição, analisar o mercado, conhecer os seus consumidores e, assim, fortalecer a sua empresa na busca por inovações. Naturalmente, o design thinking aumentará a qualidade do seu produto, na medida em que alinha as estratégias de acordo com o cliente. É uma forma essencial de organização empresarial. 

É importante entender que o Design Thinking não é sobre encontrar respostas, mas sim fazer as perguntas certas. Para aplicá-lo, siga suas fases:

Defina

Qual é o problema que o seu produto resolve? Qual seu propósito em empreender? O que você irá criar? Essa etapa é essencial para a criação do seu público-alvo, já que definirá para quem sua ideia é relevante. Além disso, permitirá que você encontre seus concorrentes nacionais e internacionais, já que uma pesquisa de mercado é primordial.  

Idear

Brainstorm: permita que suas ideias fluam sem colocar obstáculos. Desenhe, seja visual e construa. 

Prototipar

Simule o produto final. Nessa altura, é interessante colocar em papel o que foi pensado.

Testar

Teste suas teorias e o seu produto. Experimente, pesquise, tente. Antes de veicular o produto, tenha a certeza que vai realmente funcionar.

Pesquise a concorrência e os seus consumidores, os produtos, os indicativos do mercado e os novos projetos do seu meio. Desde o início é importante manter os funcionários conscientes e focados no mesmo objetivo, sabendo o que está sendo desenvolvido. Isso também os manterá otimistas e focados. Analisem os dados e tracem os caminhos contando com todos os pormenores. E, quando reunirem os resultados, poderão iniciar a implementação.

Claro que apenas isso não basta para permanecer com bons resultados. O design thinking é contínuo, para se manter sempre inovando, implementando e melhorando

Validando o seu produto

Avalie objetivamente

O produto está pronto? Perceba seu diferencial e implemente-o com perspicácia. Pesquise então o quão satisfeito o mercado está com o seu produto.

Busque feedback

Busque feedbacks de profissionais de confiança, registrando as críticas construtivas e refazendo os passos para solucioná-las. Empresários, mentores, professores e profissionais ligados ao mercado do seu produto é o ideal. 

Você chegou ao seu mínimo produto

Com os feedbacks positivos, é hora de investir no mais simples e barato, até mesmo levando peças aos clientes ou amostras do serviço.

É hora de criar a identidade da sua empresa

Construa sua marca. Não esqueça: na era digital, o marketing é essencial e, para ele, é necessária uma marca sólida feita por especialistas. Garanta seu endereço digital e seu lugar de autoridade no mercado.

Construa seu plano para aquisição de clientes

Chegamos nas campanhas de marketing e as estratégias que definirão o sucesso do seu negócio. 

Já passei por todas as etapas… O que fazer agora?

Utilizando-se, assim, de conceitos de design thinking, você poderá construir o Business Canvas Model, ou “quadro de modelo de negócios” para a sua empresa. Ele permitirá que o seu empreendimento seja visualizado de forma definida e objetiva, sendo uma das metodologias mais utilizadas para quem quer começar a empreender, mas também serve para inovar em empresas que já atuantes.

O uso de desenhos para representar as situações empresariais possibilita uma análise do que está sendo criado a ponto de todos poderem opinar, dado que a visualização e reajuste do modelo é fácil, acompanhando suas mudanças no negócio. 

Se quiser saber mais ou ainda tiver dúvidas sobre o Business Canvas Model, indicamos que leia o Business Model Generation – Inovação em Modelos de Negócio, obra de Alex Osterwalder e Yves Pigneur que traça uma ótima definição e encaminhamento sobre essa importante ferramenta de análise empreendedora. Pode também entrar em contato com nossos especialistas, teremos prazer em indicá-lo os meios para essa metodologia. 

Não esqueça: não pule etapas. Sua empresa merece e precisa de tempo dedicado e trabalho planejado. Faça questão de contratar bons profissionais para ter segurança e seguir os melhores caminhos. Lembre-se: você não poderá dar conta de tudo, precisará de pessoas que definam soluções em equipe.

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