Para que a empresa funcione, é necessário muito planejamento e organização. Não há como obter lucro se os gastos não estiverem bem compreendidos, nem como aprimorar os processos se eles não estiverem bem mapeados. A excelência profissional depende de uma empresa bem gerida e coesa em seus processos decisórios.

Um modelo de gestão engloba o conjunto de escolhas dos principais executivos do negócio, os seus objetivos, metas, atividades, recursos… Ou seja, é o modelo do inteiro processo de gerenciamento que definirá as estratégias para a captação de resultados.

O modelo de gestão envolverá as escolhas desde o nível mais fundamental, até os mais gerais da empresa, determinando as práticas e comportamentos específicos, por isso influenciando também na equipe e na execução de tarefas.

Ao entendermos quais princípios de gestão estamos seguindo e quais outros podemos seguir, conseguimos fazer mudanças mais conscientes, inteligentes, benéficas e otimizadas.

Qual é o melhor modelo de gestão para o meu negócio?

Ter um modelo de gestão bem fixado e diferenciado é um dos principais impulsionadores da competitividade. Os principais modelos existentes são:

          1. Gestão por Resultados

Denominada em inglês por Management by Results (MBR), a Gestão por Resultados foi um termo criado por Peter Drucker, o conhecido pai da administração moderna. Nesse modelo, os líderes e liderados criam as metas a serem alcançadas, harmonizando as responsabilidades de forma mais horizontal, mantendo o monitoramento e a análise de acordo com os objetivos.

Para Drucker, uma liderança mais participativa faz com que todos estejam mais propensos a engajar em suas responsabilidades. Dessa forma, a liderança e equipe atuam juntos.

Nesse modelo, não atuamos apenas reagindo a problemas, mas estudamos como obtivemos aqueles resultados e por quais motivos. Por isso, existe a supervisão em todas as etapas e o acompanhamento é feito por parte de todos os envolvidos, comparando o desempenho real com o planejado.

Para aplicar a Gestão por Resultados:

  • Trabalhe com a equipe em uma gestão horizontal. Com todos participando, evitamos confusões, ambiguidades e encorajamos os líderes e liderados;
  • Nessa fase, conheça os processos da sua empresa, utilizando a ferramenta do mapeamento que falamos anteriormente. Também deve ser necessário uma padronização dos seus serviços;
  • Planeje as ações detalhadamente e defina os objetivos em cada etapa do processo;
  • As metas precisam ser mensuráveis, realistas e claras para todos os membros da empresa. Neste ponto, pode ser necessário treinamento adicional para os funcionários, levando ao desenvolvimento de carreira;
  • Os objetivos e todo o processo serão continuamente revisados, monitorados e analisados. Estabeleça reuniões periódicas com feedbacks e é claro: recompense todos pelos resultados.

          2. Gestão por Processos

O modelo de Gestão por Processos busca alcançar resultados com três objetivos interligados: redução de custos operacionais, ganhos de produtividade e aumento na satisfação dos clientes.

Para aplicar a Gestão por Processos:

  • Elabore um mapa geral dos processos. É importante que seja uma identificação detalhada, que compreendamos todos os processos inteiramente;
  • Alinhe visão, missão e valores da empresa às estratégias, ou seja, torne os processos adequados ao que se compreende como necessário para atingir as metas;
  • Realize treinamentos para tornar essa execução eficaz;
  • Crie uma rotina de monitoramento com indicadores de desempenho  e implemente rotinas para execução do planejado;
  • Disponibilize as informações para toda a equipe.

Uma grande diferença entre os dois modelos de gestão acima é que, nesse último, não há participação direta de todos os colaboradores. Por outro lado, há algumas ferramentas que podem ser usadas (brainstorming, fluxogramas, etc.) e alguns valores, como transparência, que pedem o engajamento dos líderes e liderados. Afinal, para compreender os processos da sua empresa, nada mais necessário do que perguntar a quem participa das etapas – os seus funcionários.

Com esse modelo, nós:

  • Teremos melhor aproveitamento do tempo nos processos;
  • Possibilidade de ajustes e mudanças;
  • Otimização dos recursos;
  • Passamos a oferecer melhores produtos e, por isso, temos clientes mais satisfeitos.

          3. Gestão Participativa

A Gestão Participativa é o que o nome sugere: uma forma aberta de gerenciamento, que envolve a todos nos processos decisórios. Se você tem um perfil que busca engajamento da equipe e relacionamento com os funcionários, é por esse caminho que deve andar. Há o entendimento de que os colaboradores precisam estar 100% conscientes para que os clientes também estejam satisfeitos e a empresa vá bem.

Para aplicar esse modelo:

  • A liderança estabelece as metas, comunicando para toda a empresa o que é esperado;
  • Em reuniões (que devem ser frequentes), incentivamos a criatividade para melhorar o desempenho e para que os funcionários falem sobre os seus processos, dificuldades e ideias;
  • É necessário transparência e colaboração sobre onde a empresa está e onde quer chegar;
  • Precisamos da capacitação dos funcionários, com treinamentos periódicos para que possam executar suas tarefas e os gestores possam estabelecer as estratégias, tendo cuidado para não sobrecarregar ninguém. É muito importante que a empresa esteja segura da qualidade técnica dos colaboradores para que possam ter a autonomia necessária nesse modelo;
  • As supervisões são desaconselhadas, mas sim o incentivo à autogestão;

A sugestão é adotar esse tipo de gerenciamento aos poucos, observando qual grau de liberdade pode ser dado em determinado plano de ação. Existem muitos outros: gestão com foco no cliente, gestão integrada, gestão com foco em inovação, etc, mas é interessante destacar que todos podem dialogar entre si.

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