O mercado nacional da saúde

Lidar com um mercado tão grande, cheio de surpresas e desafios, é constantemente pedir inovação – o que tem acontecido em velocidade e força exponencial. No empreendedorismo, quanto maior o problema, maior a oportunidade de investir.

Quando falamos de problemas complexos no Brasil, sempre elencamos o acesso à saúde como entre os maiores. Desde 1998, o país possui um sistema público e privado, composto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo Sistema de Saúde Suplementar – dos planos e seguros. A parte privada surgiu como alternativa mais eficiente para desafogar o sistema público, mas, para os usuários, ainda deixa muito desejar.

Como explica Cláudio Lottenberg, presidente do UnitedHealth Group Brasil e um dos palestrantes do HospitalarMed, maior congresso hospitalar e de empreendedorismo médico da América Latina, “a saúde, como um todo, passa por um momento difícil”. Lottenberg fala dos desafios da inserção da tecnologia dentro de uma ótica de envelhecimento. Prontuários em papel, dificuldade de acesso às informações do paciente, um mercado em transição cuja ineficiência necessita da inovação. A burocracia e lentidão do setor pede por soluções digitais.

Lottenberg complementa: “A digitalização, a análise de dados e o cruzamento de informações de forma rápida e eficiente serão cada vez mais usados para tomada de decisões na gestão dos sistemas de saúde”. A ênfase vai em entender que é necessário, para os profissionais e empresas, incorporar tais tecnologias em seu arsenal, mantendo-se atualizado no mercado.

Surgem então conceitos como Saúde 4.0, tendo dentre seus objetivos utilizar investimentos em tecnologia na área da saúde, otimizando tarefas, dando assertividade aos resultados e reduzindo custos.

Os benefícios das soluções digitais para a saúde

Um processo mais rápido e eficiente é benéfico para todos os setores de uma empresa.

Redução de custos

Há queda nos custos e o potencial multifuncional das tecnologias transformam o ambiente. Na área da saúde, a digitalização facilita prevenção, consultas, exames e tratamentos, sendo necessário menor investimento e reduzindo, por exemplo, o gasto com deslocamento frequente de arquivos, retrabalho e diagnósticos falhos.

Diminuição do tempo

Menor tempo de operação a partir de cirurgias robóticas suaviza cicatrizes e gera menor tempo de recuperação, facilitando para o médico e paciente.

Maior produtividade

O monitoramento remoto de pacientes, que já acontece mesmo em tempo real, bem como ferramentas que realizam atividades complexas remotamente são apenas algumas das dádivas da tecnologias; as equipes que contam com ferramentas tecnológicas incluem o abandono de tarefas repetitivas e retrabalho, criando tempo para melhorar técnicas e disponibilizar uma abordagem e gestão mais humanizada e pessoal.

Autonomia do paciente

Dispositivos têm sido desenvolvidos, por exemplo, para permitir que pacientes realizem tratamentos fora dos hospitais, reduzindo a taxa de permanência. Bem como aplicativos que permitirão que eles mesmos averiguem suas condições de saúde.

A atuação do Design Thinking na saúde

Design thinking se refere ao processo de pensamento crítico e criativo, organização de ideias e, então, o estímulo da decisão e busca por conhecimento. Não é um método, mas sim uma forma de abordagem e criação, ferramenta muito eficiente para gerar contextos e resolver problemas complexos. Mesmo profissionais e gestores de pequenas unidades podem se beneficiar nesse cenário. Com o Design Thinking, entendemos a jornada do usuário a fim de atendê-lo melhor.

A inovação guiada pelo design tem uma abordagem com foco na pessoa, o cliente e usuário. No caso da saúde, os pacientes e seus familiares. No sistema conectado, temos enfermeiros, médicos, recepcionistas, orientados para o hospital, pensando nos menores custos e na viabilidade. O tripé do design vem com a empatia, a colaboração e a experimentação, essenciais principalmente para um serviço que visa a melhoria de vida das pessoas.

Por meio do Design Thinking, teremos um processo criativo e colaborativo para geração de novas ideias e soluções. O ideal é que seja implantado por gestores, administradores, mas há a possibilidade de começar a ser utilizado aos poucos: para qualificar o atendimento, por exemplo.

Use o Design Thinking

A primeira etapa é a imersão

Entenda o ciclo da experiência do paciente. Como é o contato do usuário com a instituição? Em um mundo moderno, esta primeira etapa precisa ser pensada digitalmente. Como é a prática do usuário em aplicativos ou telefonemas que garantem esse contato com a instituição?

Quando ele decide ir até o hospital, pense desde o momento que percorre o caminho, estaciona o carro ou desce do ônibus. Dificuldade de localização ou estacionamento são pontos importantes para quem precisa ser atendido. Durante a consulta, pense na transição para o sistema de cuidado hospitalar: a demora na espera, falta de rotinas com inconvenientes que dificultam o processo.

Para entender mais sobre isso, você precisará entrevistar pacientes, colaboradores internos da empresa e os familiares.

Uma vez concluída a imersão, você saberá o que precisa melhorar: chegamos na ideação

É a hora de pegar os dados coletados. Na ideação, combine-os com técnicas criativas para gerar ideias que busquem melhorar os processos. Reúna a equipe necessária, pois para compreender as dificuldades de cada processo é necessário que quem trabalha naquele setor possa falar. A ideia é um sistema colaborativo que reúna perspectivas diferentes. No mundo moderno, quase sempre as soluções incluirão digitalizar serviços. Tal tendência gera diferencial competitivo e métricas que proporcionarão a predição de comportamentos.

A prototipação e o desenvolvimento

Nessas últimas etapas, finalmente criamos tipos de processos para os consumidores, planejando novas e melhores formas de desenvolver nossos serviços e transpassá-los aos clientes, pondo-as em prática.

Mas lembre-se que, após o processo ser desenvolvido e finalizado, é necessário manter um monitoramento constante a fim de identificar melhorias e avaliar se a operação continua sendo bem-sucedida.

Caso não queira cometer riscos, você pode apostar no Design Sprint, uma ótima forma de compreender o sucesso e funcionalismo de uma ideia antes de aplicá-la. É ideal para projetos internos e que ainda precisam de amadurecimento. Além disso, disponibilizamos sempre consultoria em inovação e metodologia para que a sua empresa tenha uma perspectiva colaborativa e personalizada. Solicite um diagnóstico grátis para otimizar e reduzir os custos dos seus serviços! 

 

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