O usuário transformou o mercado ao mudar a sua forma de consumir, e 2020 foi o ano de entrada de diversas empresas físicas no meio digital, onde os modelos de negócio existentes foram revistos e modificados para novos modelos de negócio digitais. Essa mudança mexeu com todas as empresas, e os setores de criatividade precisaram repensar sua forma de trabalho, inclusive lidando com os desafios do home office.

Entretanto, a criatividade não apenas surge, é estimulada por meio de processos, e por isso se faz necessário a inserção de metodologias ágeis de gestão e métodos como o Growth Hacking, que organizam a estrutura geral do seu negócio e produzem resultados.

O que é Growth Hacking?

Também chamado de “marketing orientado a experimentos”, foi criado em 2010 por Sean Ellis, com o objetivo de encontrar oportunidades e resultados a curto prazo e, consequentemente, o crescimento (growth) do seu negócio. Essas oportunidades são fruto de tentativas e erros, provenientes dos experimentos realizados.

Para chegar nessa conclusão, o Sean Ellis observou o mercado até perceber que, entre as empresas com maior crescimento em menor tempo, existiam pontos em comum:

  • Quebra do marketing tradicional

Buscavam inovar desde o berço, adotando a inovação como cultura da empresa. Dessa forma, a divulgação da marca e dos seus produtos/serviços apresentavam um diferencial que contribuía para a expansão do negócio.

  • Times multidisciplinares focados no growth (crescimento) da empresa

Times com profissionais de várias áreas dedicadas ao Growth Hacking, desde perfis científicos aos perfis criativos.

  • Otimização baseada em análise de dados

Todas as ideias eram julgadas por meio de teste e resultado para obterem confirmações ou refutações. Com um processo estruturado, a empresa crescia de forma linear e sustentável, sempre analisando feedbacks e pontos de melhorias.

E quais os benefícios do Growth Hacking para minha empresa?

O Growth Hacking é um método comumente aplicado em startups, mas que não impede a aplicação em empresas de qualquer tamanho. Seus benefícios são muitos e podem resultar em uma profunda evolução na empresa.

  • Melhorar as estratégias do seu negócio, por meio de uma boa gestão de processos, buscando torná-lo mais escalável e sustentável em um menor tempo;
  • O profissional que utiliza o método Growth Hacking consegue uma nova visão de mercado, buscando insights e possíveis melhorias para poupar tempo e recursos e impulsionar o crescimento;
  • A grande adesão das startups, se deve ao método potencializar as chances de sucesso ao lançar produtos/serviços. Por meio de testes é possível confirmar a eficácia do investimento, antes investir em grandes escalas.

Implementando o Growth Hacking

Growth Hacking é um processo, e como tal deve ser realizado com um propósito. Por isso existem 7 etapas para sua implementação:

  • Definição do problema

Defina qual problema a sua empresa tem mais urgência em resolver. E a partir dessa definição, foque seus esforços apenas nele.

  • Geração de ideias

Realize um Brainstorming, levante ideias e hipóteses junto a sua equipe. Esse cenário passará por experimentos que comprovação ou negarão sua eficácia na solução do problema.

  • Priorização

Com todas as ideias levantadas, deve-se priorizá-las, considerando sempre o impacto positivo que fornecem à solução do problema.

  • Modelagem

Aqui deve-se organizar o experimento e as hipóteses que existem. Dessa forma, será possível analisar os resultados com clareza ao final do processo.

  • Hipótese

É bem importante relacionar a mudança que será feita e o impacto (numérico) que ela terá nos resultados. Tenha um objetivo para motivar a busca.

  • Métricas

As métricas devem ser observadas para garantir a legitimidade da provação ou refutação da sua hipótese. Taxa de conversão, inscrições em Landing page são exemplos de métricas.

  • Pessoas envolvidas

Quem fez e participou do experimento de alguma forma. Assim,  sempre terá alguém do início que possa fornecer dados ao experimento.

  • Ferramentas envolvidas

Muitas vezes é necessário ter ou comprar algum produto/software. Isso precisa estar definido antes mesmo do experimento começar.

  • Workflow

A lista de atividades que devem ser feitas para realizar o experimento. Experimentos podem ser complexos, por isso é muito importante garantir que nenhuma etapa será esquecida.

  • Acompanhamento

Defina como será feito o acompanhamento dos resultados do experimento. Observado diariamente? Semanalmente? Ao fim do experimento?

  • Teste – Experimentação

Coloque em prática tudo o que foi planejado. Utilize ferramentas de gestão para integrar a equipe.

  • Análise de resultados

Esse é o momento de descobrir se o teste confirma ou não a hipótese. Para isso, é importante não enviesar ou manipular os dados. A análise é feita através de várias perguntas, entre elas “A hipótese se confirmou ou não?”, “Se sim, como sistematizar e escalar esse experimento?”, “Se não, o que pode explicar essa não confirmação?”.

  • Próximos passos

Aqui se apresentam 2 versões da mesma pergunta. A versão 1 acontece se a hipótese for confirmada, se for o caminho a seguir é planejar os passos para tornar o experimento escalável. A versão 2 acontece se a hipótese for refutada. Nesse caso, a equipe passará para um novo ciclo de experimentação, usando os aprendizados anteriores.

Isso é chamado de roll out, quando replica-se o que deu certo em outras ações semelhantes.

Lembre-se: cada etapa deve ser realizada de forma consistente pela equipe e documentada para análise e segurança posterior. A A.C.E. Consultoria busca constantes melhorias e formas de inovar para oferecer o melhor do mercado aos seus clientes. Entre em contato com nossos especialistas.

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